segunda-feira, 1 de junho de 2009

BOLETIM INFORMATIVO
Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Ano 03 – número 27 – Junho/2009

Palavra do Papa - “Religião não pode servir à violência e ao abuso”


Na visita à Jordânia, O papa Bento XVI disse que as religiões "podem se corromper" e que ficam "desfiguradas" quando são obrigadas a servir à ignorância e ao preconceito, ao desprezo, à violência e ao abuso.

O pontífice fez estas declarações no discurso que pronunciou durante a colocação da primeira pedra da futura Universidade Católica do Patriarcado Latino de Madaba, província jordaniana onde vivem vários cristãos.

Em discurso no qual ressaltou o papel do conhecimento, o papa disse que a fé em Deus não suprime a busca da verdade, mas, ao contrário, a encoraja, e lembrou a frase do apóstolo Paulo na qual pedia os cristãos a abrir a mente "para tudo que é verdade, é nobre, justo, puro, bom, virtuoso e merece ser louvado".

"Obviamente, a religião, como a ciência e a tecnologia, como a filosofia e toda expressão de nossa investigação da verdade, pode se corromper. A religião fica desfigurada quando é obrigada a servir a ignorância e o preconceito, o desprezo, a violência e o abuso", disse.

O pontífice acrescentou que, embora o coração humano possa se "endurecer" em um ambiente fechado, de interesses e de paixões, toda pessoa tem ligação com a sabedoria, a integridade, escolher livremente entre o bem e o mal, e a verdade da desonestidade.

O papa ressaltou os benefícios da ciência e da tecnologia, e disse que esta universidade, que conta com o beneplácito do Governo jordaniano e que poderá acolher jovens cristãos e muçulmanos, preparará os mesmos "para um desenvolvimento pessoal, para a paz e o progresso da região".

Embora tenha ressaltado os benefícios da ciência, o papa acrescentou que a ciência "tem seus limites, não pode dar resposta a todas as questões sobre o homem e sua existência".

"Na realidade, o ser humano, seu lugar e seu objetivo no mundo não podem ser contidos dentro dos confins da ciência", disse o papa, que acrescentou que o uso do conhecimento científico precisa da "luz orientadora da sabedoria ética".

A sabedoria religiosa e ética, acrescentou o pontífice, tem papel central na formação profissional.

O papa pediu aos estudantes cristãos da Jordânia que sejam construtores de uma sociedade "justa e pacífica, formada por pessoas de diferentes religiões e raças", e ressaltou que essa realidade não pode levar à divisão, mas ao "enriquecimento recíproco".

Da Edição, com Uol News


Santo do Mês - São Pedro


Seu nome original não era Pedro, mas Simão. Cristo mudou seu nome para כיפא, Kepha, que em aramaico significa "pedra", "rocha", nome este que foi traduzido para o grego como Πέτρος, Petros, através da palavra πέτρα, petra, que também significa "pedra" ou "rocha", e posteriormente passou para o latim como Petrus, também através da palavra petra, de mesmo significado.

Pedro é considerado pela Igreja Católica Romana o "príncipe dos apóstolos" e o fundador, junto com São Paulo, da Igreja de Roma (a Santa Sé), sendo-lhe reconhecido ainda o título de primeiro Papa (Pedro teria sido o primeiro Bispo de Roma); essa circunstância é importante, pois daí se tira a primazia do Papa sobre toda a Igreja.


Oração a São Pedro


Ó glorioso São Pedro , por causa de sua vibrante e generosa fé. sincera humildade e flamejante amor Nosso Senhor o honrou com o singular privilegio e em especial a liderança de toda a Sua Igreja. Obtenha para nós a graça de viver na fé, um sincero amor e lealdade a Igreja , aceitando a todos os seus ensinamentos e obedecendo a todos os seus preceitos. Deixe-nos alegrar e conseguir um paz na terra e uma eterna felicidade no Paraíso. Amem

EDITORIAL


Chegamos à metade do ano. O tempo passa rápido. As coisas vão acontecendo.
Neste mês celebramos muitas festas que nos ajudam a alimentar nossa vida espiritual: Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Santo Antônio, São João Batista, Corpus Christi, São Pedro e São Paulo e a Festa da Diocese. São momentos em que nos reunimos em comunidade e família para louvarmos e agradecermos ao bom Deus pelo dom da vida, grande presente que Ele nos deu e que devemos valorizá-la o máximo.
Para nós, cristãos e membros desta paróquia, vivemos neste mês um marco histórico: a Instalação da Paróquia de São Pedro, filha da Paróquia Nossa Senhora Aparecida. A missa está marcada para o dia 29 de Junho, festa de São Pedro e São Paulo. O horário da missa será às 19:30h, presidida pelo nosso Bispo Diocesano Dom Odilon e concelebrada por vários padres. Quanto ao local da missa ainda não definimos, mas depois informaremos. Irão pastorear aquele rebanho, padre Pinheiro e padre Roberto. 
A paróquia será constituída por nove comunidades: São Sebastião – Recanto, Nossa Senhora Aparecida – Chácara Madalena, Nossa Senhora das Graças (Nova Aliança) – Limoeiro, São Pedro – Limoeiro (será a sede da paróquia – Matriz), Nossa Senhora da Conceição – Barra Alegre, Santa Rita de Cássia – Pedra Branca, São José – Tribuna, São Vicente de Paulo – Ipaneminha e Sagrado Coração de Jesus – Ipanemão.
Peçamos a Deus e a Maria Santíssima que abençoem a Paróquia de São Pedro que está iniciando uma nova história. Aos padres e fiéis desejamos-lhes êxito. Um frutuoso trabalho pastoral.
Aproveito a oportunidade para agradecer a todos destas comunidades por termos convivido em momentos bons e difíceis. Podem ter certeza que aprendi muito com vocês. Sentirei muita saudade. “O mundo dá muitas voltas, a gente vai se encontrar. Quero nas voltas da vida, a sua mão apertar”.
Nossa Senhora Aparecida, São Pedro e São Paulo: roguem a Deus por nós!


Pe. Geraldo Reis


Nova paróquia é criada em Ipatinga


 Dia 29 de junho, a cidade ganha mais uma paróquia que terá sua matriz no bairro Limoeiro. A futura paróquia São Pedro é fruto do crescimento e desmembramento da Paróquia Nossa Senhora Aparecida.
 Sob a responsabilidade dos padres Roberto e Pinheiro, a nova paróquia abrangerá os bairros Limoeiro (São Pedro e Nova Aliança), Recanto (São Sebastião), Chácara Madalena (Noassa Senhora Aparecida), Barra Alegre (Nossa Senhora da Conceição), Pedra Branca (Santa Rita de Cássia), Tribuna (são José Operário), Ipaneminha (São Vicente de Paulo) e Ipanemão (Sagrado Coração de Jesus), num total de nove comunidades.
 Dom Odilon e padres da Diocese concelebraram a missa em comemoração à nova paróquia no dia 29, às 19h30, na comunidade São Pedro, bairro Limoeiro.


Conhecendo nossa Paróquia - Comunidade São Pedro


A comunidade São Pedro nasceu em 1972, com a chegada de algumas famílias ao bairro Limoeiro. Animadas e coordenadas por José Pedro Trindade, Tito Fernandes, Zildéia e Realino iniciaram nossa caminhada de fé reunindo-se nas residências. 
Mais tarde, começaram a se reunir em um salão cedido pelo Sr. Juventino localizado na Avenida José Anatólio Barbosa na esquina com a Rua José Gomes Ribeiro. Depois passaram a se reunir na Escola Estadual Geraldo Gomes Ribeiro. E somente em 1975 começaram a reunir-se num galpão onde antigamente era um centro comunitário. 
Em junho de 1979, o Sr. Juventino, eleito vereador, presenteou a comunidade com o direito de utilizar o espaço do centro comunitário exclusivamente para as atividades religiosas da Igreja Católica. A partir daí a comunidade continuou a crescer e a dar frutos, agora com um endereço fixo e definitivo. 
Muitos Bispos, Padres e seminaristas animaram nossa caminhada, juntamente com muitas lideranças leigas trabalharam arduamente pelo crescimento e evangelização de nossa comunidade. 
Continuamos nossa caminhada, buscando pessoas novas, procurando aprender e ensinar, seguindo o mestre Jesus. Evangelizar é o nosso desejo e nosso dever. Vivendo o nosso Batismo devemos fazer o verdadeiro reino acontecer, um reino de paz e justiça para todos, principalmente para os mais pobres. 
Somos um povo que a exemplo de São Pedro procura viver e aumentar cada dia mais a sua fé. 
No final deste mês teremos instalação da Paróquia São Pedro. Entraremos numa fase de muitos desafios e juntamente com nossas oito comunidades faremos acontecer um novo tempo de missão evangelizadora, ocupando cada vez mais o espaço de nossa Santa Igreja Católica.


Paulo, modelo de discípulo e missionário


Estamos concluindo o Ano Paulino, evento de dimensão universal, que objetivou um conhecimento mais profundo dessa grande figura do catolicismo. Celebrar os 2000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo significa recuperar, trazer à tona, evocar a figura fascinante do Apóstolo que tanto bem fez à Igreja, que tanto impulso deu ao Cristianismo, com toda a sua riqueza, com toda sua complexidade, a sua teologia, o seu ardor missionário, sua capacidade de diálogo com o mundo daquela época. 
Estamos em Missão, as Santas Missões Populares, que é a proposta do Ano Paulino, busca inspiração no Apóstolo Paulo na realização do Projeto Missionário. 
Muitas foram as adversidades sofridas pelo Apóstolo Paulo. Ele viveu pelo Evangelho e por ele deu a vida sofrendo o martírio do qual não fugiu, tendo consciência de que, devido às perseguições que sofria, esse seria o seu fim. Não hesitou diante das ameaças, enfrentou toda sorte de sofrimentos pelo amor ao evangelho. Era perseguidor de Jesus, mas tornou-se testemunha daquele que também o perseguiu na estrada para Damasco. 
Paulo não era um homem mau. Era um praticante e zeloso judeu e fariseu, destemido e valente, o tipo de homem que Jesus precisava para tornar-se conhecido e amado. Foi o Apóstolo dos Gentios.
Na carta aos Filipenses, exorta seus seguidores para que vivam segundo seus ensinamentos indicando-lhes os meios: “agora, o mais importante é que vocês vivam de acordo com o evangelho de Cristo. Desse modo, tanto se eu puder ir visitar vocês como se não puder, eu saberei que vocês continuam firmes e unidos. E saberei também que vocês, por meio da fé que se baseia no evangelho, estão lutando juntos, com um só desejo. Não tenham medo dos seus inimigos. Sejam sempre corajosos, pois isso será uma prova para eles que serão derrotados e de que vocês serão vencedores. Porque é Deus quem dá a vitória a vocês. Pois ele tem dado a vocês o privilégio de servir a Cristo, não somente crendo nele, mas também sofrendo por ele. Agora vocês podem tomar parte comigo na luta. Como vocês sabem, a luta que vocês viram que tive no passado é a mesma que ainda continua (Fl 1,27-30).
Ele, Paulo, sabe que aquele que ama deve estar disposto a sofrer e a dar tudo de si, em vista desse amor. 
Ele exorta seus seguidores com palavras e com o exemplo. Testemunha sofrendo na própria carne as dores do martírio, que enfrentou com valentia para igualar-se em tudo a Jesus, a quem amava entranhavelmente. Seu sangue derramado testemunhou sua vida em Cristo e o imortalizou nos anais da história da Igreja. Mediante as próprias cartas, destinadas aos fiéis por ele convertidos ao amor e seguimento de Jesus, assegura não ter trabalhado em vão. A morte de Paulo foi propícia para o crescimento da Igreja primitiva. 

Trabalhando incessantemente no anúncio do evangelho, dá um testemunho irrefutável: fiz-me tudo para todos para levar todos para Cristo. E, assim como fez, deseja que seus companheiros de missão façam o mesmo e sem medo de seus inimigos. Exorta-os a serem corajosos, a fim de não serem derrotados e sim vencedores. Isso significa que eles devem confiar em Deus, que lhes dará a vitória de seus esforços, e não em suas próprias forças ou habilidades. Lembra-os de que Deus já lhes deu o privilégio de se tornarem apóstolos servindo a Cristo, não apenas crendo nele, mas também sofrendo por ele. 
Na fidelidade ao evangelho deverá enfrentar perigos, ameaças, problemas. Não é possível descuidar-se, mas também não devemos nos assustar diante de situações difíceis ou dolorosas. Não somos vítimas de situações trágicas e sem sentido, mas fazemos parte importante do projeto amoroso de Deus, embora às vezes desconcertante.
Paulo, sua vida e seus escritos. E nós?  
Paulo é muito prático, simples e profundo ao mesmo tempo, é terno e enérgico não admitindo meio termo. Isso é próprio de seu temperamento, mas olhando-o por outro ângulo descobrimos nele a ternura de um pai amoroso e sincero.

Elma Guidine
Com. Menino Jesus


Como Missionários somos chamados, conduzidos e guiados


A paróquia Nossa Senhora Aparecida está vivendo um tempo especial de missão, vivência eclesial e ecumênica, de valorização de tudo o que há de bom. Mas é também mutirão em defesa da vida e da cidadania para todos, especialmente para os excluídos.
Esse grande retiro espiritual popular exige espiritualidade missionária. Por isso, é importante muita atenção e escuta permanente para não cairmos no perigo de reduzir as Santas Missões Populares a um trabalho pastoral paralelo, desligado das outras pastorais, movimentos e serviços ou ainda, uma espécie de pesquisa religiosa. 
O Ano Paulino e as festas dos apóstolos São Pedro e São Paulo, inspiram-nos a refletir sobre a Espiritualidade Missionária. O primeiro traço é nunca esquecer que somos chamados para a missão. O chamado não se trata de uma obrigação, é uma questão de amor. É pessoal. Quem nos chamou e enviou é o próprio Deus: para o serviço do Reino. 
Fixando o olhar em Cristo (Hb12,1-2) Supremo Pastor (1Pd 2, 25), o missionário é chamado a fazer a união entre ação e contemplação, entre o encontro com Deus e com os irmãos.
Outro traço da espiritualidade do missionário é a alegria com que presta o serviço. Como afirma Paulo, a vida do apóstolo é alegria (Fl 1,4).
Que Deus nos faça missionários poetas e profetas, que saibamos temperar a justiça com a ternura, a beleza, o sentimento, sem perder a intimidade com o Espírito que nos leva a encarnar no mundo aos quais fomos enviados a exemplo de Paulo.
Aparecida Alves


Semana do Migrante


Celebrada no mês de junho, a Semana do Migrante é uma oportunidade de reflexão de todo o contexto da mobilidade humana. Em sua 24ª edição com o Lema “Existe Justiça para todos?” retoma-se o tema da Campanha da Fraternidade de 2009. Este ano a semana acontecerá no período de 14 a 21 de junho. Mas quem é o Migrante? Na definição de que migrante é todo aquele que está fora de seu local de origem ou seu local de nascimento, a nossa Diocese historicamente recebeu e recebe muitos migrantes. Atraídos pelo trabalho na mineração, na fabricação do aço e papel, somos pessoas vindas das diversas regiões do Estado de Minas Gerais, do Brasil e do exterior. Na semana do Migrante temos a oportunidade de refletirmos para onde caminhamos, e o que podemos fazer hoje em prol desta grande multidão que se desloca em todo o mundo. Hoje vivemos um período de uma crise financeira, de Gripe Suína que se desloca de um país para o outro. O preconceito e a discriminação acompanham aqueles que saem dos países mais pobres em busca de uma vida melhor em países mais ricos e, internamente, no Brasil de regiões mais pobres em direção a regiões mais ricas ou industrializadas. São desafios a enfrentar. A pastoral dos Migrantes é uma Pastoral Social, que em sua essência está voltada para a “Caridade”, que é a expressão irrenunciável de sua própria essência. Fica aqui o convite: participe das discussões e se reconheça – você, que está fora de seu local de origem – mesmo que isso já tenha se dado há muito; você é um migrante, embora já não se considere. Neste mundo urbano que desafios os novos migrantes enfrentam? Precisamos conversar sobre o tema.



Jairo Moura Costa ( Coordenador da Pastoral dos Migrantes)  


Corpus Christi


Quinta-feira, dia 11, a Igreja Católica, em todo o mundo, comemora o dia de Corpus Christi. Nome que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.
A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia - o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo.

Acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição deste sacramento. Durante a última ceia de Jesus com seus apóstolos, Ele mandou que celebrassem Sua lembrança comendo o pão e bebendo o vinho que se transformariam em seu Corpo e Sangue.
"O que come a minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna e, eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebido. O que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. O que come deste pão viverá eternamente" (Jo 6, 55 - 59).
Através da Eucaristia, Jesus nos mostra que está presente ao nosso lado, e se faz alimento para nos dar força para continuar. Jesus nos comunica seu amor e se entrega por nós.
Origem da Celebração
A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.
Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal "Trasnsiturus de hoc mundo", estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.
A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.
No Brasil
No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.
A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.
A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.
Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.
Da Edição, com Canção Nova

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Palavra do Papa


Papa pede a G20 soluções justas para a crise

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem ao primeiro-ministro britânico Gordon Brown, às vésperas da abertura da cúpula do G20 em Londres, realizada no mês passado. O Papa defendeu a necessidade de "coordenar os esforços entre governos e organizações internacionais para sair da crise global, sem recorrer a nacionalismos ou protecionismos".
Aos líderes das 19 maiores potências econômicas do mundo, mais a União Européia, a carta papal lembrou que em Londres estiveram representados os países responsáveis por 90% do PIB e 80% do comércio mundiais.
Bento XVI recordou ao anfitrião do encontro que a África, que acaba de visitar, é o continente que mais sofre os efeitos da crise. A mensagem denuncia a realidade da pobreza extrema e da marginalização, lamentando que no Grupo dos 20 a África subsaariana (abaixo do Saara) seja representada por apenas um país (África do Sul) e algumas organizações regionais.

Ajuda a países pobres
O Papa assegura suas orações e pediu o compromisso dos líderes mundiais para a obtenção de "linhas concretas" que permitam estabilizar os mercados financeiros e sair da crise."A crise foi gerada pela falta de ética, por um déficit de ética nas estruturas econômicas. Ela mostra que a ética não é alheia à economia e que esta não pode funcionar se não incluir a sua componente ética", indica.
Bento XVI referiu-se também a ajuda a famílias e países pobres: "Todas as medidas propostas para acabar com a crise devem procurar oferecer estabilidade às famílias e aos trabalhadores".
Neste contexto, o Papa admitiu temer que a crise "desperte o fantasma do cancelamento ou da redução drástica dos programas de ajuda aos países menos desenvolvidos".
O Vaticano divulgou a carta de resposta do primeiro-ministro britânico, na qual Brown garantiu redobrar os esforços para que a reunião do G20 não esqueça os pobres nem as mudanças climáticas, temas que também preocupam o Papa.
Para Bento XVI, é importante que os participantes do encontro "recorram aos mecanismos e instrumentos multilaterais existentes dentro das Nações Unidas e das agências ligadas à ONU, para que seja ouvida a voz de todos os países do mundo e para que as medidas e procedimentos decididos no encontro do G20 sejam partilhados por todos".

Editorial


Mês de maio, mês da mãe de Deus e nossa. Mãe da Igreja. Rainha dos apóstolos... Vários outros títulos são atribuídos a Maria. De fato, ela não é uma mulher qualquer como muitos dizem por ai. Ela é modelo de mulher, de esposa, de mãe, de como se comportar nos momentos difíceis, nos momentos de dores e de dúvidas. Temos muito que aprender com ela.
A Sagrada Escritura nos diz que Maria ouvia e guardava tudo em seu coração. As mesmas palavras que Deus dirigia à mãe de Jesus, Ele as dirige a nós em nossos dias, tão difíceis. Maria passou por situações muito difíceis também. Mas ela venceu. E por que ela venceu? Porque ela estava sempre sintonizada com Deus, acreditava nos projetos de Deus. Com certeza, não deve ter sido fácil para Maria ter respondido “SIM” ao projeto de Deus. Quantas coisas devem ter passado em sua cabeça no momento do seu diálogo com o Anjo Gabriel! Mas o anjo lhe esclarece tudo: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho, e dará a ele o nome Jesus (...) E Maria perguntou ao anjo:” Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem?” “O anjo respondeu:” O Espírito Santo virá sobre você, e a força do Altíssimo a cobrira com sua sombra.”
O que é a “força do Altíssimo”? Não é Deus?
Conosco não é diferente: a força do Altíssimo nos cobre todos os dias com sua sombra. Podemos crer. “Para Deus nada é impossível”. Que o “eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”, seja o nosso, também.
Assim como Deus quis precisar de Maria, Ele quer precisar de nós também. Nesse mês de maio, estamos celebrando, no calendário litúrgico, a Ressurreição de Jesus, garantia de nossa ressurreição. Jesus é nossa luz e quer que sejamos luzes também: “Vos sois a luz do mundo.” A luz brilhou na escuridão do mundo! A vida surgiu vencedora. Cristo venceu a morte e o pecado. Unimo-nos ao mistério pascal de Cristo, acendendo nossas velas no Círio Pascal. Precisamos ser luzes em meio a tantas trevas. Jesus é essa luz maior. “Quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”. E ele é vida e ressurreição.
Que este período pascal seja, para todos nós, tempo de várias ressurreições. Abramos nossos corações para que Cristo possa acender sua luz e, a partir dessa luz, possamos acender luzes dentro do coração de nossos irmãos. Que Maria, modelo missionário, abençoe nossas SANTAS MISSÕES POPULARES. E que Jesus ressuscitado nos envie bons missionários, que possam semear a semente do amor, da verdade, da esperança, da fraternidade... Que o Espírito Santo, protagonista da missão nos ilumine em nossa missão, e nos faça verdadeiros missionários do Reino de Deus, que também é nosso.

Pe. Geraldo Reis

CARTA DO PÁROCO


Sétima semana de animação catequética

A Igreja, ao celebrar 50 anos do primeiro Ano Catequético, quer dar continuidade e dinamismo ao movimento catequético e fazer com que todas as dioceses, paróquias e comunidades sejam, de fato, comunidades catequizadoras, cuja centralidade é a formação para o discipulado.
Nesse sentido, a 44ª Assembleia Geral dos Bispos (2006) aprovou por unanimidade a realização de um Ano Catequético. A iniciativa é resultado da importância e valorização que a Igreja vem dando à catequese, como ficou expresso no processo de elaboração do Diretório Nacional de Catequese (DNC – 2002 a 2005); e também na V Conferência de Aparecida. Sem o impulso da catequese não há como formar discípulos missionários.
O Ano Catequético Nacional em 2009 quer consolidar esta caminhada e apontar luzes e pistas para os novos desafios da realidade. Para isso, realiza, de 6 a 11 de outubro, a 3ª Semana Brasileira de Catequese, em Itaici – SP, cujo tema é “Iniciação à Vida Cristã”.
Em nossa paróquia, realizaremos, em algumas comunidades, a 7ª Semana de Animação Catequética, que contará com refelxões feitas à luz do subsídio que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) elaborou.
Como eu costumo dizer, a Semana de Animação Catequética é para todos nós o tempo da Graça de Deus. É Deus que vem até nós e nos abraça. Ele nos abraça e nos envia em missão. E a missão de catequizar é árdua. Existem aqueles que querem ser catequizados e participam. Porém, existem aqueles que precisam ser catequizados, não querem ser catequizados e não participam. Por isso, que a missão de catequizar é árdua. Precisamos ser bons catequistas, dinâmicos, claros, seguros para convencer os catequizandos. Vivemos num mundo plural e secularizado, onde o material parece falar mais alto, conquistar mais. Vale à pena lembrar a música do Padre Zezinho: “Eu vim de lá do interior, aonde a religião ainda é importante...” De fato, sem religião onde iremos parar?
Faço votos de que a 7ª Semana de Animação Catequética seja frutuosa e participativa. É tempo de semeadura. A semente é a Palavra de Deus. Os diversos tipos de terrenos são os nossos corações e os corações de nossas comunidades. Os semeadores: Jesus e cada um de nós.
Que a Mãe-Aparecida nos proporcione o vinho do ânimo, da curiosidade, do desejo de participarmos assiduamente dessa oportunidade que a Paróquia nos oferece.

Padre Geraldo Reis.

CONHECENDO NOSSA PARÓQUIA


Comunidade Santa Rita de Cássia

A comunidade Santa Rita de Cássia está situada no bairro Pedra Branca, na área rural da cidade de Ipatinga. Antigamente, quando não havia estradas, apenas trilhos da ferrovia, as famílias se reuniam nas casas para fazer as "rezas". Famílias inteiras juntavam-se e recitavam o terço, o oficio de Nossa Senhora, as ladainhas e "levantavam bandeiras". Durante a quaresma, reuniam-se todos os dias; nos demais tempos litúrgicos, somente aos sábados.
Com a construção, em 1972, da escola do bairro Pedra Branca, alguns membros da Paróquia Cristo Rei como Bernardina e João Dominguinho, começaram a celebrar com a comunidade na escola. Em 1974, Pe. José Miranda passa a ser o pároco; assim a comunidade passa a celebrar a palavra e também a participar da Santa Missa. Acontecia, ainda, o sacramento do batismo na escola.

Capela
Em 1980, com o incentivo do Pe. José Miranda a comunidade inicia a construção da capela. O terreno foi doado pelo Senhor José Antônio de Araújo e a capela foi erguida em mutirão. Entre vários outros fundadores estão: José Antônio, José Rodrigues, José Santana Caetano, Júlio Ferreira, Maria Peres, Clarindo Antônio Viterbo, Pe. José Miranda, de maneira geral toda a comunidade se envolveu na construção, inclusive os jovens.

Sonho
Em 1981, a comunidade já possuía um local para se reunir e celebrar. A escolha do nome e da padroeira foi sugestão de José Antônio, após ter sonhado com Santa Rita (santa que não conhecia). Ele contou sobre o sonho ao Pe. Miranda e, após três meses, o padre doou a imagem para a comunidade, ficando, assim, denominada Comunidade Santa Rita de Cássia.

SANTAS MISSÕES


Seu moço, minha sinhora,
Deixa eu contá pro cês:
Quando aqui cheguei, fui acolhido
Por uma comunidade de fé.
Aqui continuei a viver a minha fé
im Deus e Nossa Sinhora.

Nossas comunidade num era muito grande.
A gente não tinha
tanta formação como tem hoje im dia,
Mais tudo era bem diferente.
Parecia que a fé da gente era mais forte,
As pessoas tinha mais tempo pra Deus...

Tudo que era de Deus
era tratado com mais respeito,
a começar pelas própria pessoas.
A gente era mais amigo, era mais unido,
a gente num tinha medo das otras pessoas,
como se elas fossem bicho brabo.

As família, era família de verdade,
Os filhos respeitava us pais,
E us pais tinha mais tempo i amor prus filhos.

Muita coisa que a gente tem hoje im dia,
A gente num tinha antigamente...
Num tinha livro cum escrita bonita,
Num tinha computadô nem datachôu,
muito menos êmeio e saite.
Mas a gente era mais comprometido:
as pastorais era mais forte,
os vicentinos tinha mais serviço,
mas junto a gente dava conta!

O tempo passô, muita coisa mudô.
O calor armentou, mas a fé do povo isfriô.
Compromisso com Deus poca gente intá quereno,
A gente vai na igreja para rezar,
A igreja tá cheia,
mais dus curso e dus estudo, pocos qué participá...
Das pastorais ninguém tem tempo pra ingressá...
As veiz nem sobra dia pra pastorais reuní!?

Nu meio de tudo isso,
arguém sugeriu de nóis fazê
as Santas Missão Popular.
E óia aqui, seu moço i minha sinhora,
mi dá licença pra falá das Santas Missão.

Coisa de Deus,
Coisa du Povo,
Coisa Santa,
Béim popular.
Coisa lá de longe,
Que nois tá a copiá.
Recria daqui, recria dali,
Estuda de lá, estuda de cá,
Pra cum nossa cara ela ficá.

Dissero pra nóis que coisa fácir num é,
Mas temus de tê fé im Deus,
Nus organizá, nus uni e saí para fazê.
Tamus convidando todo mundo
Pra vim nos ajudá:
gente daqui e lá de longe tumbém.

Quem quisé dá sua ajuda
nóis vai aceitá.
Num pricisa de ter isperiênça
Pur que eles vão insiná pra nóis.

Eles tão anunciando pra todo mundo,
Bem antes tudo que vai acontecê.
Tem istudo...
Tem missa...
Tem uma tar de “pré-missão”,
(que eu nem sei bem o que é)
Inté retiro espirituar vai tê!

Tudo pra bem preparado nóis ficá.
Mas o principar mesmu
vai ser no mês de outubro,
mês de missão e de Nossa Senhora.

No dia de N. Sra. Aparecida vai cumeçá
a tar de Semana Missionária.
Falaro pra nóis
que nessa tar semana, niguém vai ficá parado.
Todo mundo vai trabaiá!

Dissero que a gente vai tê de andá dimais.
Andá i evangelizá:
qui nem us primêro apóstulo.
Se tem gente morando no morro,
nóis tem de i lá.
Se tem gente na baixada,
argúem tem de i lá também.
Se tem gente no prédio,
nóis tem de i lá também.
Se tem gente no meio da rua,
a gente tem di dar uma paradinha
e cunversá cum eis.

Dissero que us que num tá podeno andá
Vai ficá rezando na igreja.
Quem tá trabaiando de dia,
Vai ajudá de noite.

Pur que todo dia vai ter reza na Igreja,
Todos dia vai tê festa para cumemorá
o trabaio do dia.

Dissero que vai pricisa inté de umas cuzinheira,
Pra fazer a cumida de quem vai tá visitano.
E por aí vai...

Óia,
Nóis vai trabaiá dimais da conta.
Nós vai trabaiá iguar genti grandi.
Fácir num vai ser não.
Mas di uma coisa nóis tem prena certeza:
na nossa paróquia
ninguém vai ficar
sem ouvir a voz de Deus.
Pois nós vai passá i Dele nóis vai falá!

Dissero que num é pra nóis fala de dortrina,
de coisa particulá de nossa Igreja não.
É pra nóis fala de Deus, de Jesus Cristo,
Das coisas boas que eis faz por nóis.

Dissero que é pra nóis evangelizá,
ANUNCIAR UMA BOA NOTÍCIA.
Eu num sei direito o que é isso não,
Mas dissero que nóis vai aprendê.

Nu finar da semana missionária
Nóis vai arreuni todo mundo e agradecê a Deus.
E depois, minha gente,
Vai vim argo muito importante:
nóis vai tê di mudá o que for preciso
pra continuar esta missão
no dia-a-dia de nossas comunidadi.

Por que ser Igreja di verdade,
é ser Igreja Santa e Missionária,
é seguir us passos di Jesus e di Nossa Senhora.

Em nome da Equipe de Animação das Santas Missões Populares:
Vanderley da Cruz (vanderleydacruz@oi.com.br)
Comunidade São Pedro

SANTO DO MÊS

Santa Rita de Cássia – dia 22

Rita Lotti nasceu na cidade de Roccaporena, Itália, em maio de 1381. Faleceu em Cássia, no dia 22 de maio de 1457. Foi beatificada em 1627 e canonizada em 1900.
Foi uma filha obediente, esposa fiel e maltratada, mãe, viúva, religiosa, estigmatizada e santa incorrupta. Santa Rita experimentou tudo, mas chegou à santidade porque em seu coração reinava Jesus Cristo.
Muito jovem foi dada em esposa a um homem iroso e brutal com o qual teve dois filhos, todavia com o seu doce amor e paixão conseguiu transformar o caráter do marido e fazê-lo mais dócil. Santa Rita conviveu e dividiu a dura vida das pessoas do seu pequeno bairro. O marido foi assassinado e dentro de pouco tempo os filhos também o seguiram na sepultura. Ela porém não se abandonou à dor, ao desespero, ao rancor e ao desejo de se vingar. Ao contrário, conseguiu, de modo heróico, afogar a sua dor através do perdão aos assassinos do marido. Fez de tudo para que a família do marido fizesse as pazes com os assassinos, interrompendo assim a espiral de ódio.
Depois disso, entrou no convento e viveu os últimos 40 anos de vida em assídua contemplação, penitência e oração, completamente dada ao Senhor. Foi uma monja agostiniana da diocese de Espoleto. Santa Rita, 15 anos antes de morrer, recebeu o singular "espinho" daquela chaga dolorosa que lhe foi estampada na testa, que incessantemente lhe causou terríveis dores e os sofrimentos inauditos da coroação de espinhos.
Suportou o sofrer que lhe apertava a alma e lacerava as carnes porque compreendeu a sabedoria da Cruz. Assim, trocou a dor por uma inacreditável expressão de amor que doa sem pedir e a transformou em uma força enorme de elevação espiritual.
Santa Rita difundiu a alegria do PERDÃO imediato e generoso, da PAZ amada e por isso a persegue como bem supremo, do AMOR fraterno intenso e sincero, da extrema CONFIANÇA em Deus, completa e filial, da CRUZ levada com Cristo e por Cristo. Ela nos exorta a confiar em Deus para que se faça em nós os desenhos divinos.
A força de Santa Rita está na capacidade de falar a cada coração, de participar de todos os nossos problemas. Quando se sentir infeliz, ore com confiança a ela, que não deixará de transformar as suas orações em súplicas ardentes e agradáveis ao Senhor. Sua intercessão é tão potente que o povo devoto a chama "Santa das causas impossíveis, advogada das causas desesperadas".

Oração a Santa Rita de Cássia


Ó Poderosa Santa Rita, chamada Santa dos Impossíveis, advogada nos casos desesperados, socorro na última hora, refúgio nos momentos da dor que arrasta as almas ao abismo do crime e da desesperação, com toda confiança em vosso celeste patrocínio, recorro a vós neste caso difícil e imprevisto que oprime dolorosamente o meu coração. Dizei-me, ó cara Santa Rita, não me quereis ajudar e consolar? Quereis afastar o vosso olhar, a vossa piedade do meu coração tão povoado pela dor?

Também vós sabeis o que é martírio do coração. Pelas dores atrozes que sofrestes, pelas lágrimas amargas que santamente derramastes, ah! vinde em meu auxílio! Falai, rezai, intercedei por mim, que não ouso fazê-lo junto ao coração de Deus, Pai de Misericórdia e fonte de toda a consolação.

Alcançai a graça que desejo, porque quero alcançá-la, sendo-me ela tão necessária. Apresentada por vós, que sois tão cara a Deus, a minha prece será certamente atendida. Dizei-me ao Senhor que dessa graça servir-me-ei para melhorar a minha vida e os meus hábitos, e proclamar na Terra e no Céu a misericórdia divina. Assim seja!

(Reza-se o Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai.)

Segurança x (in) segurança


Numa grande indústria, convive-se diariamente com muitos riscos. São milhares de operações extremamente perigosas executadas simultaneamente, operações com máquinas e grande quantidade de pessoas trabalhando. Todo esse clima é regido por normas bem elaboradas e cada empregado sabe exatamente qual a sua função no processo, resultado de muito treinamento.
Assim as fábricas atingem grandes resultados de produtividade e há, também, outra conseqüência positiva comemorada todo fim de ano: a queda significativa dos acidentes de trabalho. Enfim, a preocupação com segurança é um dado inquestionável dos sistemas industriais hoje em dia.
Mas não é preciso observar muito para perceber que existe uma desconexão entre o comportamento das pessoas dentro e fora da fábrica. Nota-se também uma contradição entre a segurança (dentro da fábrica) e a (in)segurança (fora da fábrica).
Motivado pela Campanha da Fraternidade deste ano, reuni com a equipe com a qual trabalho e fizemos uma reflexão sobre o que leva as pessoas a terem comportamentos diferentes no ambiente industrial e fora dele. Verificamos, sob diferentes aspectos, que as pessoas acabam contribuindo para o aumento da violência pública, porque concluímos que são exatamente elas os principais agentes de mudanças em qualquer desses ambientes – seja na indústria, seja na sociedade.
Mas... Por que há tanta omissão em relação aos problemas sociais? Em resposta aos problemas da violência pública, as pessoas são motivadas a mudarem sua forma de comportamento, espelhando-se nas atitudes que têm dentro da fábrica, ou seja: serem mais participativas, mais solidárias e mais fraternas.
Procurei estender essa mesma reflexão para outros ambientes e graças a Deus, tive êxito nessa empreitada. Reuni-me com outras onze equipes, apresentando esse trabalho a elas, totalizando um público aproximado de 400 pessoas. Além disso, outras apresentações já estão agendadas e ainda espero falar exclusivamente da Campanha da Fraternidade 2009 numa Igreja não católica do Bairro Ideal. Isso porque ao final de uma apresentação, normalmente surge o convite para fazer outra e outra, o que me deixa extremamente feliz.
Faço o relato dessa experiência para motivar os irmãos a usarem seus talentos para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo a toda criatura, em todo lugar (Mt 28, 19-20). Todo cristão deve sempre buscar os espaços onde seja possível levar a Palavra de Deus. Com frequência perdemos oportunidade de dar um testemunho e levar a mensagem de Cristo adiante. Também nem sempre temos a oportunidade de evangelizar da forma convencional, ou nem sempre haverá um público disposto a ouvir. É importante usar a criatividade, buscar a inspiração do Espírito Santo e ser persistente. É necessário ficar atento às oportunidades que aparecem e não medir esforços.
Caso o leitor queira tomar conhecimento desse trabalho brevemente relatado aqui, ele está disponível no site da Paróquia e poderá ser usado sem qualquer problema. E caso queira a minha presença para apresentá-lo, também estarei à disposição.

José Aparecido Souza
Comunidade Nossa Senhora Aparecida - Iguaçu

Mãe


The Fevers

Mãe, a vida, foi você quem me deu..
E a cartilha me fez entender
Tudo o que eu sou, o que eu tenho e o que eu sei
Mãe, eu devo a você....
Mãe, eu juro que não esqueci
De tudo aquilo que você me ensinou
Eu agradeço pelo bem que me quer....
Mãe eu adoro você....
Mãe eu vivo pedindo a Deus
Que esteja sempre ao seu lado...
E cubra de bênçãos iluminando, seu lar,
Que um dia tão triste eu deixei.
Mãe eu me lembro quando parti
Dos teus olhinhos vi uma lágrima cair
Se você quiser me ver, se a saudade apertar
Mãe eu aqui estarei.
Mãe eu aqui estarei.

FELIZ DIA DAS MAES !

Elma Guidine
Comunidade Menino Jesus

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Bento XVI anuncia que Igreja vai realizar um Ano Sacerdotal


Por ocasião dos 150 anos da morte do Santo Cura d'Ars, João Maria Vianney, Bento XVI anunciou que de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010 se realizará um especial Ano Sacerdotal, que terá como tema: "Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote".
Segundo comunicado divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Santo Padre abrirá este Ano presidindo a celebração das Vésperas, em 19 de junho, solenidade do Santíssimo Coração de Jesus e Dia de santificação sacerdotal, na presença da relíquia de Cura d'Ars trazida pelo Bispo de Belley-Ars. Bento XVI encerrará o Ano em 19 de junho de 2010, participando de um "Encontro Mundial Sacerdotal" na Praça S. Pedro.
Ainda de acordo com o comunicado, durante esse Ano jubilar, Bento XVI proclamará São João Maria Vianney "Padroeiro de todos os sacerdotes do mundo". Além disso, será publicado o "Diretório para os Confessores e os Diretos Espirituais", junto a uma coletânea de textos do Santo Padre sobre temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na época atual.
A Congregação para o Clero, em parceria com os Ordinários diocesanos e os Superiores dos Institutos religiosos, será o encarregado de promover e coordenar as várias iniciativas espirituais e pastorais. A finalidade deste Ano é ressaltar sempre a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea, como também a necessidade de potencializar a formação permanente dos sacerdotes, relacionando-a com a dos seminaristas.
Fonte: www.cancaoonova.com